Pacientes

 

Linfonodo Sentinela

Enviado dia 07/11/2012 às 21:50:15

 

A Biópsia do Linfonodo Sentinela consiste em um dos principais avanços do tratamento do Câncer de Mama. Antigamente, se pensava que quanto mais radical fosse o tratamento cirúrgico, mais benefícios a paciente teria. Entretanto, as cirurgias mamárias estão tornando cada vez mais conservadoras, partindo de um tratamento ultrarradical, descrita pelo cirurgião Halsted em 1894 e indicado para tumores de mama de todos os tamanhos, com a retirada da mama, músculos peitorais e um esvaziamento completo dos linfonodos da axila, popularmente chamados de “ínguas”, chegando atualmente às  cirurgias mais conservadoras com a retirada do tumor com margens livres e a Biópsia do Linfonodo Sentinela no tratamento do câncer de mama inicial.

Com o rastreamento mamográfico, tumores são diagnosticados cada vez mais em estádios iniciais sem o comprometimento da linfonodos axilares, não justificando tratamentos radicais que além de não gerar benefícios na sobrevida das pacientes, acrescentam uma significativa morbidade como o linfedema, parestesia (dormência no braço) e seroma (acúmulo de liquido em região axilar).A Biópsia do Linfonodo Sentinela é um método minimamente invasivo e se aplica em pacientes com tumores de mama iniciais sem o comprometimento da axila ao exame físico e consiste da retirada do primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática da mama, sendo que se este não estiver comprometido, pode-se assumir que existem poucas probabilidades de se encontrarem metástases em outros linfonodos axilares vizinhos a ele, tornando a retirada de outros linfonodos desnecessária.

Essa avaliação é realizada durante a cirurgia após a injeção de um corante chamado Azul patente ou através de uma substância radioativa através do exame de congelação realizado pelo patologista. O primeiro estudo randomizado foi realizado pelo Instituto Europeu de Oncologia de Milão em 2003, consagrando essa técnica, podendo ser indicada inclusive durante a gestação, após quimioterapia neoadjuvante (realizada antes da cirurgia) e em tumores multicêntricos ou multifocais.

A perspectiva futura será de não realizar o esvaziamento axilar em tumores iniciais com até 5 cm de diâmetro e sem linfonodos axilares palpáveis, mesmo que o linfonodo sentinela apresente comprometimento por metástases. Recentemente foi publicado um estudo por um grupo de cirurgiões oncológicos americanos Z0011, que não comprovou benefícios do esvaziamento axilar na sobrevida das pacientes, nem mesmo na taxa de recidiva local ou axilar (retorno da doença na mama e na axila) em pacientes que receberam um tratamento conservador, ou seja, foi retirado somente um segmento da mama que incluísse o tumor com tecido normal ao redor, seguido de radioterapia, mesmo nos casos que a Biópsia do Linfonodo Sentinela constatou a presença de metástases.

 
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