Pacientes

 

Ressonância Magnética

Enviado dia 19/11/2012 às 11:10:35

 
 

     A ressonância magnética das mamas é um exame já incorporado na prática clínica e apresenta benefícios indicações específicas. Como todo exame complementar apresenta vantagens e desvantagens. Suas vantagens são: não utilizar radiação ionizante, produzir imagens anatômicas com detalhes e não sofrer influência da densidade mamária, esta quando elevada diminui consideravelmente a acurácia da mamografia. Suas desvantagens são:  aparelhos de alto custo com pouca disponibilidade e apresenta uma especifidade muito variável, ou seja, muitas lesões diagnosticadas como suspeitas  pela ressonância podem ser na  verdade alterações benignas e até fisiológicas. Atualmente, o exame dura em média 20-30 minutos e a paciente é posicionada em decúbito ventral com as mamas no interior de uma bobina. Há a necessidade do injeção na veia de uma substância chamada gadolíneo para melhor identificação das lesões. Esse agente não contém iodo, sendo as reações alérgicas raras e de pequena intensidade.

     Conforme recentes diretrizes da Sociedade Americana do Câncer, como exame de rastreamento e diagnóstico, a ressonância magnética anual, em conjunto com a mamografia, está indicada nas seguintes situações:

 

  • Nas portadoras de mutações gênicas do gene BRCA, mulheres com parente de primeiro grau com mutação BRCA e nas mulheres com risco de desenvolver câncer maior do que 20% durante a vida.

  • Casos não conclusivos nos demais exames: quando não foi possível fazer o diagnóstico pelo exame clínico e pelos exames tradicionais (mamografia e ecografia mamária).

  • Planejamento terapêutico: a ressonância avalia a real extensão da doença, ou seja, se a lesão é única ou múltipla, interferindo na decisão cirúrgica de se preservar ou não a mama.

  • Carcinoma oculto: pacientes que apresentam comprometimento dos linfonodos da axila sem evidência clínica, ecográfica e mamográfica de lesão mamária.

  • Avaliação da resposta à quimioterapia neoadjuvante (realizada antes da cirurgia): a ressonância  monitora a resposta à quimioterapia, avaliando a redução do tumor e se existe tumor residual.

  • Suspeita de recidiva mamária, sobretudo, nas pacientes que foram submetidas à cirurgias conservadoras (em que foi preservada a mama), diferenciando uma alteração cicatricial de uma recidiva tumoral (retorno da doença).

  • Diagnóstico de complicações de implante mamário.

     Por se tratar de um exame que utiliza ondas de radiofrequência e pelo campo magnético, as contraindicações desse exame são: marca-passo, clipe em aneurisma cerebral, implante coclear, objeto metálico ferromagnético na córnea, gravidez  e história de alergia ao gadolíneo. Apesar da ressonância magnética de mama ter  uma chance muito grande de identificar uma lesão, nem sempre é capaz de ajudar a definir a suspeição deste achado. Por isso, é um exame que deve ser utilizado em situações específicas orientadas pelo seu médico.

 
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