Pacientes

 

Mastectomia redutora de risco

Enviado dia 14/05/2013 às 19:21:47

 



     Estima-se que 75-80% dos casos de câncer de mama ocorram em mulheres sem fatores de risco para a doença. Apenas 10% dos tumores são considerados hereditários e 10-15% possuem história familiar positiva para câncer de mama. Existem  algumas síndromes genéticas conhecidas para o câncer de mama. A mais frequente e estudada é a mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2, com riscos para o câncer de mama durante a vida de 55% e 47%, respectivamente. Hoje é possível descobrir por meio de um teste de sangue as pacientes que são altamente suscetíveis ao câncer de mama e ovário. Entretanto, o teste genético tem indicações precisas na investigação de uma síndrome e deve ser sempre oferecido após um detalhado aconselhamento genético realizado por um geneticista e criteriosa análise dos antecedentes familiares, avaliando o número, idade e grau de parentesco dos familiares portadores de câncer de mama na família, presença de câncer de mama em homens, além do câncer de tuba uterina e ovário, neoplasias que podem também estar relacionados a essas síndromes genéticas.

     A decisão de Angelina Jolie de retirar ambas as mamas após o conhecimento de  ser portadora de uma mutação genética que a torna suscetível a um alto risco de desenvolver câncer de mama é discutível, apesar de ser uma opção  aceita na literatura. A estratégia utilizada nesses casos consiste precisamente na remoção da glândula de ambas as mamas conhecida erroneamente por "cirurgia profilática".Esse termo deve ser evitado, pois sugere a falsa idéia que existe prevenção total do câncer, sendo que mesmo após a mastectomia, o risco permance ao redor de 5%. Estudos clínicos que avaliaram a eficácia destas técnicas na prevenção possuem  limitações e devem ser avaliados com cautela. 

     Atualmente é optado por uma Mastectomia poupadora de pele, aréola e mamilo, seguido de reconstrução com prótese de silicone, proporcionando um resultado cosmético superior e melhor qualidade de vida. Contudo, deve-se lembrar que implantes são corpos estranhos, que geralmente devem ser substituídos a cada 10-12 anos e com o tempo, podem apresentar uma consistência endurecida.

     Sendo assim a mastectomia bilateral com o intuito de reduzir o risco de câncer de mama é uma opção viável a ser considerada, não esquecendo que se trata de uma cirurgia de alta complexidade e que não é isenta de complicações operatórias, podendo causar transtornos psicológicos com piora da feminilidade, da autoestima e da sexualidade. Deve ser ser uma conduta de exceção discutida por uma equipe multidisciplinar em pacientes devidamente selecionadas.

 

 
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